Um cigarro perdido entre os dedos, de um jeito cheio de charme e malícia. Sim, eu sei que faz mal à saúde, mas manhê, eu acho que sou cult.
A montalha de livros sobre a minha escrivaninha, e o modo como o meu quarto está sempre cheio de pilhas e mais pilhas de papéis. Eu não me sinto bem quando meu quarto está organizado. Preciso dos cadernos pelo chão para ficar em paz. Mas relaxe, é só um novo mode de Feng-Shui.
Aquele filme que ninguem gosta de ver, mas que me diverte e me faz sentir cada vez mais especial, quando eu me sento na poltrona, sabado à tarde e assisto. E faço maratonas regadas de pipoca e refrigerante. Eu sou cult. Eu sou compulsiva. Eu sou obsessiva. Eu sou nada.
As milhares de calorias que eu vou contando enquanto mastigo, e o modo como eu devoro pedaços e mais pedaços de coisas que eu nem gosto, manhê, eu sou compulsiva.
E quando eu sento no chão e choro, é porque me angustia não manter o controle.
Os milhares de editais que eu vou ler, e por na cabeça que dessa vez é a minha vez. Manhê, eu sou obsessiva.
E quando, mais uma vez eu me decepcionar, é apenas a frustração de ser inútil.
Mãe, eu sou problematica.
Mãe, eu sou depressiva.
Mãe, eu sou muito feliz.
Mãe, eu sou BIPOLAR.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
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